Iniciamos nosso trabalho com muito entusiasmo, buscando
aplicar nossos conhecimentos sobre Projetos de Aprendizagem em nossas turmas. O
desenvolvimento do trabalho não seria fácil, pois sabemos que requer muita
atenção do professor no que tange auxiliar o aluno em suas descobertas e
conduzi-lo ao melhor resultado. Tivemos que definir e compreender que
estaríamos trabalhando com Projeto de Aprendizagem, que é diferente de Ensino
por Projetos.
De acordo com Fagundes, o primeiro, parte do pressuposto que o
aluno não é uma tábua rasa, porque já é portador de conhecimentos prévios, e o
segundo está relacionado aos projetos desenvolvidos pela escola ou pelo
professor, que potencializa a decisão da qualidade do que é aprendido pelo
aluno. Portanto, compreendemos que o projeto deveria ser proposto pelo aluno a
partir de suas inquietações e necessidades de aprendizagem.
Ao
iniciarmos o trabalho, percebemos que nossos alunos não compreendiam sabiam
quais eram seus desejos de pesquisa, mas não conseguiam abordar suas certezas e
dúvidas provisórias sobre o assunto escolhido. Para eles, a dúvida era a
pergunta e o que sabiam sobre o assunto não poderia ser colocado como fonte no
trabalho. Percebemos que os alunos não acreditam em seus conhecimentos, e
alguns pensavam que se soubessem algo sobre o assunto não poderiam pesquisar
sobre ele.
Então, entramos com nosso conhecimento de “professor articulador e
orientador”, auxiliando os alunos a compreender que é necessário buscar solidez
nas nossas certezas, fundamentando-as e focar o que se quer aprender do assunto
escolhido, para que a pesquisa não fique ampla demais e nos percamos em nossas
dúvidas. Fagundes (p.21) diz que “A função de articular exige grande disponibilidade, com
facilidade de relacionamentos e flexibilidade na tomada de decisões.” isso nos fez compreender que somos pesquisadores ao lado de
nossos alunos o que fez parte das atividades realizadas na Meta 2.
Ao longo da
Meta 2, questionamo-nos em relação a avaliação dos alunos, como definir nota
aos trabalhos realizados, se cada aluno fez um tema diferente. Porém, ao longo
do projeto nos deparamos com o imenso crescimento dos alunos sob vários
aspectos, a apropriação das novas tecnologias, as descobertas realizadas e
mudanças de concepções, ou reafirmações sobre seus assuntos, a formulação dos
textos de pesquisa, entre outras mudanças como o comportamento, o envolvimento
nos estudos etc. Claro que houveram problemas ao longo desse percurso, fatos
que atrasaram algumas etapas, como os feriados, a falta de internet em dia de
laboratório, a falha de computadores, a falta de material de pesquisa na
biblioteca da escola, mas buscamos solucionar e contornar essas situações
marcando novas datas de pesquisa, buscando bibliotecas alternativas, alguns
alunos trouxeram notebooks de casa.
Acreditamos
que conseguimos concluir com êxito a Meta 2 proposta pela disciplina de PA’s.
Auxiliamos nossos alunos em suas pesquisas e buscamos contemplar nosso papel de
professores mediadores, que visam auxiliar os alunos em suas descobertas. Os
alunos se encontram em vários níveis de desenvolvimento nos projetos e estamos
atentas como orientadoras respeitando, interagindo e cooperando com eles que
estão afirmando ou refutando suas certezas e dúvidas.
REFERÊNCIAS
FAGUNDES, Léa da Cruz et
all. Projetos de Aprendizagem
– uma experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista
Barsileira de Informática na Educação. V. 14, n. 1. Jan. a Abr. 2006.
Disponível em: file:
Downloads/Projetos%20de%20aprendizagem__Lea%20Fagundes,%20Rosane%20Aragon%20e%20Credin%C3%A9%20Menezes%20(2).pdf.
Acesso em 28 abr. 2017.
FREIRE, Paulo. Pedagogia
da Autonomia: Saberes Necessários à Pratica Educativa. 4 ed. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1997.
VIDIELLA, Antoni Zabala. Serie Didáctica/Diseño y desarrollo curricular Traducción: Susana Esquerdo. 15.' reimpresión: mayo 2008
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