Alunas:
Iasmim Moraes, Jaqueline Pereira, Kênia Werner, Lêda Araujo Alves, Simone
Pellenz
Conforme solicitado na META 01 realizamos em nossas
respectivas escolas o mapeamento das turmas e o levantamento das questões elaboradas
pelos estudantes. As escolas onde estão sendo realizados os Projetos de Aprendizagem
são da Rede Pública de Educação: Município de Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Porto Alegre
(Estadual e Municipal). Portanto, elas apresentam desafios bem semelhantes:
alunos de inclusão (problemas neurológicos), estudantes inquietos, contudo são
curiosos e ávidos por novos conhecimentos.
Nos relatos referentes ao mapeamento
da turma (que podem ser lidos no blog projetosdeaprendizagempead.blogspot.com.br)
nota-se que foram utilizadas igual maneira de explicar a forma da realização da
pesquisa em cada escola. As perguntas bem como a pesquisa partiu da dúvida dos
estudantes a cerca da sua realidade e das coisas do mundo, ou seja, como mediador
o professor transferiu para eles a responsabilidade pela escolha do tema. Esta
transferência torna-os protagonista na construção do seu próprio
conhecimento. Para DEMO (1996, p. 9),
“quando o aluno não vai à escola para assistir a aula, mas para pesquisar, ele
compreende que a sua tarefa crucial é ser parceiro de trabalho, não ouvinte
domesticado”, portanto ele percebe-se como sujeito, construtor do seu
conhecimento.
Após a escolha das perguntas os grupos
deverão pesquisar sobre as questões escolhidas para começar a organização das
ideias por tema, leituras e possíveis
indagações. Isso representa bem o papel do professor como mediador do Projeto
de Aprendizagem, ou seja, favorecendo a postura reflexiva e investigativa no
aluno. Desta maneira, ele colaborará para
a construção da autonomia de pensamento e ação, ampliando a possibilidade de
participação social e desenvolvimento mental, capacitando os alunos a exercerem
o seu papel de cidadão do mundo.
Segundo DEMO (1996, p. 21) a procura
de material é um início instigador. Significa habituar o aluno a ter
iniciativa, em termos de procurar livros, textos e informações. Contudo, para
que isto ocorra se faz necessário uma escola minimamente equipada. Ao inciarmos
os Projetos de Aprendizagens infelizmente esbarramos na precariedade das
escolas públicas no quesito tecnologia e bibliotecas atualizadas, o que é um dos fatores fundamentais para o desenvolvimento da proposta como confirma Fernandes:
“Para implantação de uma Pedagogia [de Projetos] é
fundamental que se disponha de ambientes apropriados. A estrutura conceitual e
física da escola atual limita naturalmente nossas possibilidades de reformular
concepções (...)” (Fernandes et all., 2006, p.30).
Esses mesmos autores colocam que
essas dificuldades podem ser superadas com a utilização de ambientes virtuais.
Nesse ponto esbarramos nas estruturas dos Laboratórios de Informática das
escolas. Geralmente (quando eles existem), são precários, com muitos
computadores estragados. Também há pouca disponibilidade devido a procura por
vários professores da escola (fator que não deixa de ser positivo, pois
significa que os recursos tecnológicos estão sendo bastante usados).
Teremos
que realizar os projetos com os recursos que temos, adaptando-os a nossa
realidade. Felizmente, nossos estudantes (em sua maioria) possuem acesso à internet em suas residências, em parentes, amigos ou através
do telefone móvel, acreditamos que isso auxiliará na realização das pesquisas.
REFERÊNCIAS
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 7. ed. Campinas, SP: Autores
Associados, 2005.
FAGUNDES, Léa da Cruz. Aprendizes
do futuro: as inovações começaram! s/d. Disponível em: file:///C:/Users/K%C3%AAnia/Downloads/Aprendizagens%20do%20futuro%20(1).pdf.
Acesso em 14 abr. 2017.
FAGUNDES, Léa da Cruz et all. Projetos de
Aprendizagem – uma experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista
Barsileira de Informática na Educação. V. 14, n. 1. Jan. a Abr. 2006.
Disponível em: file:///C:/Users/K%C3%AAnia/Downloads/Projetos%20de%20aprendizagem__Lea%20Fagundes,%20Rosane%20Aragon%20e%20Credin%C3%A9%20Menezes%20(2).pdf

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