quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mapeamento Turma - Jaqueline




Ao iniciar a primeira reflexão com a META 1 fazendo o mapeamento e coleta dos resultados inicias da turma na qual será executado o Projeto de Aprendizagem, penso em quantos projetos já realizei com as turmas que já passaram pelas minhas mãos. Sempre realizando projetos que visavam os interesses pedagógicos da escola ou oriundos da Secretaria de Educação. Posso dizer que pela primeira vez estou fazendo um projeto diferenciado na qual o aluno é o foco e agente da sua aprendizagem.
Para iniciar apresento uma breve descrição dos meus alunos. É uma turma do 2º ano de uma turma da Rede Municipal de Esteio. São 21 alunos dos quais 10 apresentam problemas com leitura e escrita e 2 são diagnosticados com problemas.  Em sala conto com apoio de uma professora que muito contribui para a realização de um trabalho de qualidade e atendimento a estes alunos.
As idades deles variam de 7 a 8 anos. São alunos atenciosos e aprendem com certa facilidade se levarmos em conta a realidade em que vivem. Eles gostam de ouvir, ler e discutir sobre muito assuntos e por isso não tive dificuldade em fazer os argumentos para que pudessem apresentar questões para os temas/assuntos do projeto de aprendizagem.
Pela idade e nível de maturidade qualquer trabalho em grupo pode gerar os primeiros conflitos, mas são questões que fazem parte do processo. Afinal, saber pensar precisa poder realizar tanto a capacidade de trabalho de equipe, quanto de formulação dos próprios argumentos. Disso advém o papel do professor como mediador deste processo, pois em um projeto de aprendizagem o foco é o aluno e sua aprendizagem.
A partir da divisão em grupos e da leitura da história “A curiosidade premiada” de Fernanda Lopes de Almeida, começaram a surgir as primeiras perguntas e o interessante disso é que algumas sempre são voltadas para o uso das tecnologias, origem dos bens de consumo, perguntas sobre animais e ao mesmo tempo em que abordam de forma significativa a leitura. Apresento algumas perguntas que surgiram de forma espontânea que serviram para possibilitar as primeiras pesquisas por eles: Por que as pessoas escrevem errado no computador? Por que ler livros é importante? Livro é um presente?  Por que não tenho Face book?   Por que temos que fazer tema todos os dias?  Por que as meninas falam alto?  Como é feito o refrigerante? Por que o touro não gosta do vermelho? De onde vêm as roupas que usamos?
 Levei as perguntas para casa e lendo atentamente cada uma pude ver como precisam de alguém para conversar e entender assuntos do dia-a-dia.  Agora é pensar de que forma esses temas podem virar aprendizagem significativa e isso faz parte da pesquisa, pois se tornará uma aprendizagem que pode ser utilizada com relativa facilidade para gerar novos significados.
Como já foi narrado anteriormente, uma questão que poderá ser um obstáculo é a tecnologia, pois, como toda escola pública esbarramos com essa dificuldade e temos que apelar para um esforço colaborativo entre família e comunidade escolar.
Isso nos faz pensar sobre que não é só os materiais didáticos disponibilizados no ambiente escolar possibilitará a aprendizagem, mas que quando se fala em pesquisa é necessário buscar outros meios e a tecnologia é um deles e infelizmente ela está fortemente fora da escola.
Será um grande desafio neste sentido, mas acredito que possa apresentar bons resultados futuramente. Cabe a mim como mediadora estimular e fazer com que os alunos busquem alternativas para responder as questões que levantaram para o projeto. Afinal de contas como toda pesquisa é papel do aluno buscar suas fontes e com uma orientação sistemática das atividades dentro e fora da sala de aula eles terão os subsídios necessários para o sucesso do projeto.

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