Ao iniciar a primeira reflexão com a META 1 fazendo o mapeamento
e coleta dos resultados inicias da turma na qual será executado o Projeto de Aprendizagem, penso em quantos projetos já realizei com as turmas que já
passaram pelas minhas mãos. Sempre realizando projetos que visavam os
interesses pedagógicos da escola ou oriundos da Secretaria de Educação. Posso
dizer que pela primeira vez estou fazendo um projeto diferenciado na qual o
aluno é o foco e agente da sua aprendizagem.
Para iniciar apresento uma breve descrição dos meus alunos. É
uma turma do 2º ano de uma turma da Rede Municipal de Esteio. São 21 alunos dos
quais 10 apresentam problemas com leitura e escrita e 2 são diagnosticados com problemas.
Em sala conto com apoio de uma
professora que muito contribui para a realização de um trabalho de qualidade e
atendimento a estes alunos.
As idades deles variam de 7 a 8 anos. São alunos atenciosos e
aprendem com certa facilidade se levarmos em conta a realidade em que vivem.
Eles gostam de ouvir, ler e discutir sobre muito assuntos e por isso não tive
dificuldade em fazer os argumentos para que pudessem apresentar questões para
os temas/assuntos do projeto de aprendizagem.
Pela idade e nível de maturidade qualquer trabalho em grupo
pode gerar os primeiros conflitos, mas são questões que fazem parte do
processo. Afinal, saber pensar precisa poder realizar tanto a capacidade de
trabalho de equipe, quanto de formulação dos próprios argumentos. Disso advém o
papel do professor como mediador deste processo, pois em um projeto de
aprendizagem o foco é o aluno e sua aprendizagem.
A partir da divisão em grupos e da leitura da história “A
curiosidade premiada” de Fernanda Lopes de Almeida, começaram a surgir as
primeiras perguntas e o interessante disso é que algumas sempre são voltadas
para o uso das tecnologias, origem dos bens de consumo, perguntas sobre animais
e ao mesmo tempo em que abordam de forma significativa a leitura. Apresento
algumas perguntas que surgiram de forma espontânea que serviram para
possibilitar as primeiras pesquisas por eles: Por que as pessoas escrevem errado
no computador? Por que ler livros é importante? Livro é um presente? Por que não tenho Face book? Por que temos que fazer tema todos os
dias? Por que as meninas falam
alto? Como é feito o refrigerante? Por
que o touro não gosta do vermelho? De onde vêm as roupas que usamos?
Levei as perguntas
para casa e lendo atentamente cada uma pude ver como precisam de alguém para
conversar e entender assuntos do dia-a-dia. Agora é pensar de que forma esses temas podem
virar aprendizagem significativa e isso faz parte da pesquisa, pois se tornará
uma aprendizagem que pode ser utilizada com relativa facilidade para gerar
novos significados.
Como já foi narrado anteriormente, uma questão que poderá ser
um obstáculo é a tecnologia, pois, como toda escola pública esbarramos com essa
dificuldade e temos que apelar para um esforço colaborativo entre família e
comunidade escolar.
Isso nos faz pensar sobre que não é só os materiais didáticos
disponibilizados no ambiente escolar possibilitará a aprendizagem, mas que quando
se fala em pesquisa é necessário buscar outros meios e a tecnologia é um deles
e infelizmente ela está fortemente fora da escola.
Será um grande desafio neste sentido, mas acredito que possa
apresentar bons resultados futuramente. Cabe a mim como mediadora estimular e
fazer com que os alunos busquem alternativas para responder as questões que
levantaram para o projeto. Afinal de contas como toda pesquisa é papel do aluno
buscar suas fontes e com uma orientação sistemática das atividades dentro e
fora da sala de aula eles terão os subsídios necessários para o sucesso do
projeto.

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