A
interdisciplina de Seminário Integrador IV no semestre passado teve
como perspectiva o fortalecimento da escrita focando os aspectos que
congregam a autoria, as evidências, as referências e os argumentos
que possibilitam a continuidade da escrita e do aperfeiçoamento dos
projetos de aprendizagem. Para que estes objetivos fossem alcançados
foi necessário elaborar perguntas norteadoras, escolher tema,
definir grupo, etapas e principalmente despertar a consciência
acadêmica e as responsabilidades de cada aluno do Pead para o trabalho
em equipe nos Projetos de aprendizagens.
O
Projeto de Aprendizagem (PA) foi uma ação em grupo que teve como
principal característica desenvolver a escrita através de um tema.
Foi necessário encontrar caminhos que projetassem para uma
apresentação no final do semestre. Então, foi necessário criar
um plano de ação que desse conta e delimitasse as inquietações
sobre o assunto abordado. A partir dessa organização ficou bem mais
fácil achar o caminho para construção do texto, pois acreditamos na
premissa que um texto é construído através de outros textos ou
várias leituras com o fim de embasar os argumentos neles descritos.
O
Projeto de Aprendizagem (PA) foi uma ação em grupo que teve como
principal característica desenvolver a escrita através de um tema.
Foi necessário encontrar caminhos que projetassem para uma
apresentação no final do semestre. Então, foi necessário criar
um plano de ação que desse conta e delimitasse as inquietações
sobre o assunto abordado. A partir dessa organização ficou bem mais
fácil achar o caminho para construção do texto, pois acreditamos na
premissa que um texto é construído através de outros textos ou
várias leituras com o fim de embasar os argumentos neles descritos.
Consideramos que as principais vantagens da aprendizagem propiciada pelos
projetos de aprendizagem em relação às abordagens tradicionais de
projetos é que o PA ajuda na construção do conhecimento por ser
realizado aos poucos e obedecendo a um rito. O processo é lento, mas
é como uma teia que vai se formando conforme os fios vão sendo
tecidos e tramados, ou seja, é uma investigação que favorece o
aprendizado de forma elaborada e significativa.
Pensar
a relação entre os Projetos de Aprendizagem (PA) e o grupo é
favorecer especialmente a aprendizagem de cooperação, com trocas
recíprocas e respeito mútuo. Isto quer dizer que a prioridade
não é o conteúdo em si, formal e descontextualizado. A
proposta é aprender conteúdos, por meio de procedimentos que
desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo, num
processo construtivo e simultâneo de questionar-se ou de encontrar
as certezas e reconstruí-las em novas certezas.
Por
isso, a pesquisa/investigação não está dissociada deste contexto,
pois favorece chegar ao resultado desejado do PA e pode ocorrer há todo momento pelos membros do grupo. Assim, podemos dizer que as
especificidades dos PAs, quando comparado com outras propostas de
pesquisa, são as de levar o aprendiz a realizar uma operacionalização
com as informações que tem, com as coordenações, as inferências,
os argumentos e possíveis demonstrações da sua aprendizagem. De
acordo com as palavras da professora Simone Bicca no Pead “[...]
para que possamos construir conhecimento, é preciso reestruturar as
significações do que foi escrito anteriormente e integrar novas
significações". Concluiu afirmando que o conhecimento novo é
produto de atividade intencional, interatividade cognitiva, interação
entre os parceiros pensantes, trocas afetivas, investimento de
interesses e valores.
Hoje, o nosso desafio será nos colocarmos como professoras que em breve abordará o PA em sua prática educativa. Ao refletir sobre nosso papel
como alunas em um PA, e este como uma atividade interdisciplinar e em grupo,
entendemos com mais facilidade o que nos espera como mediadoras da
construção e execução dos PA’s que desenvolveremos com nossos
alunos.
Para
tanto, deveremos ter a visão do autor Hernandez (1998), de
“educadores transgressores” com um posicionamento de mudar o que
está posto ou do que já existe, pronto, acabado, constituído e
passado. Os PA’s exigem um acompanhamento da dinâmica
da sociedade, inovação em termos de atitudes e comportamentos
docente, quebrando paradigmas para propiciar a mudança de
mentalidades, desenvolvendo a pesquisa a partir de questionamentos e
possibilitar a construção do conhecimento em nossos alunos.
Como
se organiza um Projeto de Aprendizagem?
Como
foi mencionado anteriormente para que o PA tivesse êxito tanto na
construção, execução e escrita foi necessário criar um plano de
ação que desse conta e delimitasse as inquietações e duvidas
sobre o assunto abordado. A partir dessa organização ficou bem mais
fácil achar o caminho para expor ideias, pesquisar e realizar a
construção do texto.
Foi
preciso pesquisar para buscar informações sobre os tipos de
projetos existentes para que ficasse claro que tipo de projeto e
linha de ação queremos seguir. Cada projeto tem uma conceituação
e proposta para ser executado. Por isso, é preciso adaptá-lo ao
currículo da escola se a mesma não usa a pedagogia de projeto em
sua proposta pedagógica.
DIFERENTES
TIPOS PROJETOS
|
||
PROJETOS
|
CARACTERÍSTICAS
|
PROTAGONISTA
|
APRENDIZAGEM
|
·Transdisciplinar
·Globalizado
·Questionador
·Aprendizagem
de forma artesanal e autonôma.
·Currículo
aberto e flexível.
·Sistematização
do Conhecimento.
·Centro
de interesses.
·Cooperativo
(grupo).
·Uso
das tecnologias e da informação.
·Compreensão
da realidade para compreensão da realidade e do aluno.
·Estabelecimento
de metas e etapas.
|
·Aluno
(como construtor do conhecimento)
·Professor
( mediador, orientador).
|
ENSINO
|
·É
executado pelo professor.
·Acompanhamento
sistemático.
·Colaborativo.
·Objetivos
definidos e pré- estabelecidos.
·Apresentação
para toda comunidade escolar.
|
·Professor
|
AÇÃO
|
|
|
Os
desafios ao
realizar os
PA em nossas escolas:
Ao
pensar na realização de Projetos de Aprendizagem em nossas escolas
esbarramos em alguns obstáculos que precisam ser superados, por
exemplo: o ensino rígido pautado em disciplinas; a falsa autonomia
do professor em sala de aula; e a disponibilidade de recursos que
auxiliem na realização das pesquisas.
Dentre
estes exemplos o que consideramos mais difícil será a realização
de uma atividade que necessite transpor os limites das disciplinas
escolares. Devido o fato da realização do PA ocorrer nos anos
finais do fundamental, onde há diversas disciplinas com seus
respectivos docentes.
De
acordo com Zabala ( 2008, p 143) os conteúdos têm maior potencial
de uso e compressão quando trabalhados de forma integrada. Contudo, a
maior parte das escolas desenvolvem os conteúdos de maneira
fragmentada através das disciplinas. Como descrito na tabela acima,
os projetos de aprendizagem se destacam por oportunizar uma
aprendizagem transdisciplinar e globalizada.
O
ensino transdisciplinar caracteriza-se por apresentar “o mais alto
nível de relações entre as disciplinas, por isso torna-se uma
integração global dentro de um sistema totalizador” (ZABALA,
2008, p. 7).
Outro obstáculo que certamente teremos que enfrentar é a questão da tecnologia. "Para implantação de uma Pedagogia [de Projetos] é fundamental que se disponha de ambientes apropriados. A estrutura conceitual e física da escola atual limita naturalmente nossas possibilidades de reformular concepções (...)" (Fernandes et all., 2006, p.30). Esses mesmos autores colocam que essas dificuldades podem ser superadas com a utilização de ambientes virtuais. Nesse ponto esbarramos nas estruturas dos Laboratórios de Informática das escolas. Geralmente (quando eles existem), são precários, com muitos computadores estragados. Também há pouca disponibilidade devido a procura por vários professores da escola (fator que não deixa de ser positivo, pois significa que os recursos tecnológicos estão sendo bastante usados).
Precisamos considerar que mesmo tendo computadores e acesso a internet na escola, não temos acesso à plataforma como, por exemplo, o ambiente telemático AMADIS, explicado pelos autores acima citados. AMADIS foi parte de um projeto desenvolvido em parceria com a UFRGS e a Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, onde foram desenvolvidos Projetos de Aprendizagem em diversas escolas.
Teremos que realizar os projetos com os recursos que temos, adaptando-os a nossa realidade, o que demandará muita criatividade e trabalho, mas acreditamos que os métodos globalizados devem ocupar cada vez mais espaço em nossas escolas.
Outro obstáculo que certamente teremos que enfrentar é a questão da tecnologia. "Para implantação de uma Pedagogia [de Projetos] é fundamental que se disponha de ambientes apropriados. A estrutura conceitual e física da escola atual limita naturalmente nossas possibilidades de reformular concepções (...)" (Fernandes et all., 2006, p.30). Esses mesmos autores colocam que essas dificuldades podem ser superadas com a utilização de ambientes virtuais. Nesse ponto esbarramos nas estruturas dos Laboratórios de Informática das escolas. Geralmente (quando eles existem), são precários, com muitos computadores estragados. Também há pouca disponibilidade devido a procura por vários professores da escola (fator que não deixa de ser positivo, pois significa que os recursos tecnológicos estão sendo bastante usados).
Precisamos considerar que mesmo tendo computadores e acesso a internet na escola, não temos acesso à plataforma como, por exemplo, o ambiente telemático AMADIS, explicado pelos autores acima citados. AMADIS foi parte de um projeto desenvolvido em parceria com a UFRGS e a Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, onde foram desenvolvidos Projetos de Aprendizagem em diversas escolas.
Teremos que realizar os projetos com os recursos que temos, adaptando-os a nossa realidade, o que demandará muita criatividade e trabalho, mas acreditamos que os métodos globalizados devem ocupar cada vez mais espaço em nossas escolas.
Segundo Zabala ( 2002, p. 27) estes buscam o rompimento da
estrutura parcializada do ensino, propondo uma organização dos
conteúdos de maneira global. Nos métodos globalizados os alunos
estão impulsionados a solucionar uma questão/problema que lhes
interessa, e durante esta mobilização eles precisam aprender fatos, conceitos, técnicas e habilidades que tem relação com as
disciplinas.
REFERÊNCIAS:
HERNÁNDEZ,
Fernando - Transgressão e Mudança na Educação os projetos de
trabalho. trad. Jussara Haubert Rodrigues - Porto Alegre: ArtMed,
1998.
FAGUNDES, Léa da Cruz et all. Projetos de Aprendizagem – uma
experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista Barsileira de Informática na Educação. V. 14, n. 1. Jan. a
Abr. 2016. Disponível em: file:///C:/Users/K%C3%AAnia/Downloads/Projetos%20de%20aprendizagem__Lea%20Fagundes,%20Rosane%20Aragon%20e%20Credin%C3%A9%20Menezes%20(2).pdf.
Acesso em: 9 abr. 2017.
ZABALA, Antoni.
Respostas do ensino à dispersão do conhecimento:
esclarecimento conceitual. In: Enfoque Globalizador e Pensamento
Complexo. Porto Alegre:ArtMed, 2002. (p. 26-30)
ZABALA,
Antoni. La práctica educativa. Cómo enseñar. Serie
Didáctica/Diseño y desarrollo curricular, 2008;

O texto é excelente! Traz ótimas análises e diferenças sobre os tipos de projetos. Ressalta, com respaldo teórico nas leituras indicadas, o potencial do projeto de aprendizagem, no sentido de promover maior autonomia aos alunos/as, participação ativa, investimento em pesquisa, construção das aprendizagens de modo integrado, interdisciplinar e globalizado. Destaco a qualidade da escrita, a clareza e a adequada forma de citar e referir as fontes consultadas. Foi um texto coletivo do grupo? Parabéns! Abraço.
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