quinta-feira, 27 de abril de 2017

REFLEXÕES SOBRE A META - 02

"Os educadores  libertadores não mantêm o controle de seus educandos nas mãos. O educador libertador está com os alunos, em vez de fazer coisas pelos alunos. Nesse ato conjunto de conhecimento, temos racionalidade e temos paixão. E isto é o que eu sou - um educador apaixonado, porque não entendo como viver sem paixão."
(FREIRE, 1997, p. 2004).
Alunas: Iasmim Moraes, Jaqueline Pereira, Kênia Werner, Lêda Araujo Alves, Simone Pellenz
Resultado de imagem para PROJETO DE APRENDIZAGEM

Hoje uma colega do nosso grupo de trabalho postou no whats essa citação do maravilhoso Paulo Freire sobre quem são os verdadeiros educadores libertadores. Como estamos construindo e desenvolvendo os nossos Projetos de Aprendizagens no PEAD e nas escolas, achamos interessante trazer também para este espaço as palavras dele sobre o que realmente importa sobre o papel do professor na construção, desenvolvimento e aplicação de um projeto de aprendizagem.
A aplicabilidade de um projeto é na verdade na sua constituição a ideia que temos de educação, ou seja, não são projetos aleatórios, mas fazem parte de marcos de aprendizagem na qual são atribuídos significados pelos alunos para toda vida. Acreditamos estar no caminho certo, pois como já foi mencionado na Meta I o objetivo do Projeto de Aprendizagem é buscar informações, conhecimentos e aprendizagens que esclareçam indagações, inquietações e necessidades de explicação e compreensão sobre temas, conceitos e fenômenos. 
Imagem relacionada

                             Fonte:http://cmapspublic3.ihmc.us/rid=1HX2YPR74-151DQT8 

Na Meta 2 continuaremos a buscar e alcançar de forma significativa esses objetivos através do desenvolvimento de ações que possibilitem a aprendizagem dos nossos alunos. Essa continuidade terá como base o desenvolvimento do projeto em sala de aula e as orientações para implementação da Meta 2  seguimos com os nossos registros semanais.       Nesta etapa consolida-se a realização da pesquisa. Nela os alunos refletirão sobre suas dúvidas temporárias e suas certezas provisórias. Essa etapa será certamente um grande desafio para nós. Por esse motivo achamos importante fazermos algumas reflexões acerca do papel do professor nesse processo. De acordo com Fagundes et alli (2006, p. 31), é preciso que o professor assuma uma multiplicidade de papeis, no sentido de ser um “articulador entre objetivos, interesses e estilos de aprender dos alunos”. Neste sentido, ao professor caberá a função de:
- Organizar o contexto de aprendizagem;
- Coordenar a reflexão docente e discente;
- Fortalecer as trocas;
- Orientar os projetos.

São procedimentos que nos exigirão um extenso planejamento, disciplina e determinação, pois sabemos que serão muitos os obstáculos. Por isso as trocas entre as componentes do grupo são importantes. As reflexões derivadas das nossas experiências irão nos fortalecer e enriquecer nossas experiências, tornando não só os aprendizados dos nossos alunos significativos como também os nossos.
Cumprindo nosso papel de mediadoras retomamos com os alunos as perguntas elaboradas e através do diálogo procuramos rever as  dúvidas para serem esclarecidas e as certezas que deveriam ser validadas. Concordamos, neste momento, com os dizeres de Fagundes et all (2006, p. 31), quando afirma que o professor é um  “articulador entre objetivos, interesses e estilos de aprender dos alunos”.
Após, partiremos para a pesquisa, com o propósito de confirmar ou refutar as certezas e esclarecer as dúvidas. Essas pesquisas podem ser realizadas em fontes primárias (entrevistas, palestras com pessoas diretamente envolvidas com o tema de pesquisa), e/ou em fontes secundarias (artigos, revistas, sites, documentários). Além disso, a realização de saídas de campo também pode ser uma rica fonte de pesquisa.

Resultado de imagem para PROJETO DE APRENDIZAGEMCom base nas metas temos sido desafiadas diariamente em nossas salas de aula como mediadoras para manter um posicionamento de quem observa e organiza uma determinada situação. É uma perspectiva diferente, pois temos nos despir da presença influente da "figura do professor". 
 Essa nova perspectiva de trabalho reforça o que temos discutido no nosso grupo de trabalho sobre a questão da "mediação" e do aluno como "sujeito" da sua própria aprendizagem.  Sem perdermos a possibilidade de formação entre aluno e professor, pois acredito que ambos estão aprendendo e se constituindo enquanto cidadãos. 




MAS NA PRÁTICA COMO FIZEMOS ISSO DURANTE ESSA SEMANA?
(Revendo as  dúvidas e as certezas com os alunos)



1.    IASMIM:   Em minha turma, conforme o combinado na aula passada, os estudantes iniciaram as pesquisas em suas residências sobre as suas respectivas perguntas. A turma estava inquieta, porém foi possível notar que alguns grupos trouxeram anotações em seus cadernos. Solicitei silêncio e atenção para escutar o que os colegas tinham para falar, e aos poucos a turma foi se acalmando.
       Os grupos apresentaram suas anotações e novas descobertas, contudo pude perceber que haviam grupos que não realizaram a pesquisa em casa. Após esta observação construímos uma tabela controle sobre a realização atividades que ocorrerão durante os Projetos de Aprendizagens. Construímos esta tabela não para envergonhar os grupos, mas sim para que eles pudessem observar o que fizeram até o momento e o que deixaram de fazer. Expliquei para a turma que a não realização de uma atividade provavelmente ela influenciaria na próxima prática.
       Cada grupo recebeu uma folha de ofício para escrever no papel as certezas e dúvidas com relação a pergunta. No início gerou-se uma confusão na turma, pois os estudantes não compreenderam por que deveriam elaborar dúvidas para a questão norteadora, já que a mesma já era uma dúvida. Porém, no decorrer da atividade eles foram percebendo que não haviam compreendido tudo sobre a questão norteadora, existindo assim pontos que precisavam ser esclarecidos. Portanto, estes “pontos” que precisavam ser esclarecidos eles identificaram como as dúvidas temporárias. Os estudantes sentiram-se mais confiantes na elaboração das certezas provisórias, pois os grupos que já haviam feito uma breve pesquisa em suas casas, e desta maneira já possuíam domínio suficiente do assunto para elaborar frases de afirmação (certeza) sobre o assunto.
Dúvidas e Certezas elaboradas por um grupo no 8º ano da Escola Estadual X  em Porto Alegre/ 2017

2.    JAQUELINE: Como trabalho com uma turma de alfabetizandos, optei em propor um Projeto de Aprendizagem da turma. As questões levantadas pelos alunos foram escritas no quadro-verde e os alunos fizeram uma votação sobre qual delas queriam aprofundar o estudo. Entre tantas perguntas, a turma unanimamente optou por uma delas. Na próxima semana, faremos o quadro das certezas temporárias e das dúvidas provisórias. Pude perceber a grande empolgação dos alunos em querer pesquisar sobre o assunto e o quanto podemos explorar diferentes conteúdos a partir das curiosidades deles, pois muitas questões apareceram. Percebo que a escola realmente esqueceu das perguntas e a prática comum que se vê é do professor dando respostas prontas sem o aluno ter perguntado nada. Diante do interesse dos alunos em buscar respostas para as perguntas, dei-me conta o quanto o espaço escolar pode tornar-se interessante para os educandos.

3.     KÊNIA: A turma que estou aplicando o Projeto de Aprendizagem é uma turma de quinto ano. Sou professora volante, portanto só os atendo nas sextas-feiras. Sendo assim, fiquei três semanas sem atendê-los. No dia 7 de abril os alunos elaboraram, em grupos, as mais diversas perguntas, pois os deixei livres para colocarem suas curiosidades no papel. Em casa, digitei todas elas.
    Foi no nosso encontro de sexta passada, dia 5 de maio, que demos continuidade ao nosso projeto. Como já havia passado três semanas, os alunos já não lembravam exatamente das perguntas que haviam feito e não quiseram mais permanecer nos mesmos grupos. Pedi, então que formassem novos grupos e distribui as perguntas digitadas a cada grupo. Logo após, orientei que cada grupo escolhesse uma daquelas perguntas para que fizéssemos uma pesquisa sobre o assunto escolhido. As perguntas selecionadas foram:

- Como é a vida de uma cantora ou atriz?
- Qual o sentido da vida?
- Por que as pessoas morrem?
- No que consiste a felicidade? Podemos ser felizes a vida inteira?
- Quem inventou o sorvete e a casquinha?
- O que é ilusão de ótica?
- Como fazer uma máquina do tempo?

    Encerrada essa etapa da aula, expliquei a etapa seguinte que seria a elaboração das dúvidas temporárias e as certezas provisórias. Foi difícil, pois como a colega Iasmim colocou, eles tinham em mente que a dúvida seria a própria pergunta. Fui passando nos grupos individualmente, explicando, argumentando, questionando até que compreendessem o que estava sendo pedido. Somente o grupo que escolheu a pergunta “O que é ilusão de ótica?” é que não pode elaborar a proposta, pois alegaram não saberem o que é ilusão de ótica, então não tinham nenhuma certeza a respeito desta questão. Disseram querer descobrir do que se trata ilusão de ótica.

    Foi muito interessante essa etapa, pois criou uma boa expectativa por parte dos alunos em pesquisarem os assuntos escolhidos. Ficou definido que na próxima sexta-feira iremos à biblioteca e ao Laboratório de Informática.





4. LÊDA: Durante a semana partir para construção visual das questões escrevendo-as em papeis pardos por temas equivalentes que foram colocados nas paredes e depois partir para o registro do levantamento dos conhecimentos prévios que foram registrados nos cadernos. Demos ênfase neste primeiro momento as certezas temporárias e começar a fazer o inventário das perguntas da turma.  A ideia a ser desenvolvida era descobrir: 1) O que os/as alunos/as já sabem sobre o que perguntaram? Como todo processo de aprendizagem, logo no inicio houve uma inquietação, pois todos queriam falar ao mesmo tempo sobre o que sabiam sobre os temas abordados. Mas ficou claro que para todo trabalho em grupo e organização da pesquisa precisa de uma ordem e para isso foi necessário à retomada dos acordos implantados na semana anterior. Na próxima semana daremos continuidade e fechamento desse  trabalho inicializado. 

5.    SIMONE: Em relação a segunda meta de nosso trabalho, acho que será mais trabalhoso do que pensava. A aprendizagem se dá de forma gradual, pois estou no início de uma jornada, rumo ao desconhecido. Pensar em fazer um Projeto de Aprendizagem é uma coisa, mas ensinar outros a fazê-lo é um desafio muito maior. Temos a ingenuidade de pensar que as pessoas entendem o que falamos, exatamente da forma como falamos, mas é um engano terrível, pois o que outro entende depende de toda sua vivência e bagagem cognitiva, em minha opinião. Pensando desta forma, desde o início do ano pensei em trabalhar com meus alunos atividades voltadas para os PA's, então, logo no início do ano letivo solicitei que os alunos escrevessem sobre o que gostariam de aprender, ou descobrir ao longo do ano letivo. Pensei que fariam perguntas voltadas as mais diversas áreas de curiosidade infantil, porém me deparei com solicitação de aprendizagens que não poderia suprir, em sua maioria. Isso me levou a um segundo passo, o qual cito em meu blog (https://monepellenz77.blogspot.com.br/2017/04/projetos-de-aprendizagens.html), sobre a dificuldade de desenvolver nas crianças perguntas espontâneas, talvez por minha falta de experiência não recebi os questionamentos que esperava. Surgiram ideias como:




    Deparei-me com uma necessidade diferente da qual havia planejado, então o que fazer? Certamente, poderia ter aprofundados os assuntos dos alunos e os conduzido a excelentes projetos, porém, minha ignorância frente ao trabalho freou minha prática. Hoje, teria feito diferente, porque Zabala (20008,p.146) afirma "El punto de mira y el referente organizador fundamental es el aluno e sus necesidades educativas.", desta forma, negligenciei meu aluno em detrimento ao conteúdo, que poderia ser amplamente inserido ao longo do processo, tendo em vista que trabalho as disciplinas de português, ética, hora do conto, educação ambiental e cine/vídeo.

Vivemos em uma sociedade que aprecia mais o tradicional que o inovador, quando se trata do trabalho escolar. Os próprios alunos questionam sobre quando vamos ter aula, quando estamos debatendo sobre o projeto, ainda é muito forte a sistemática de que aula é quadro e giz. Para tentar mudar essa concepção, em meus alunos, iniciei o trabalho no ambiente chamado "EVAM", Espaço Virtual de Aprendizagem e Multimídia, em que primeiramente criamos e-mails para os alunos, posteriormente fizemos atividades de enviar e-mails para os colegas e professoras, com isso permitimos que os mesmos pudessem explorar o ambiente para descobrir como ele funcionava. Os 11 alunos de minha turma não tinham ideia de como funcionava a troca de mensagens por essa ferramente. Ao perguntá-los para que servia o e-mail as respostas foram voltadas a criação de redes sociais, ou seja, é preciso ensiná-los a manusear as ferramentas tecnológicas disponíveis na rede.
O passo seguinte foi criar as certezas provisórias e dúvidas temporárias. Esse procedimento foi feito em sala de aula e posteriormente os alunos foram para a sala do EVAM para digitar seus trabalhos no google docs, ferramenta que será utilizada para construção dos textos. Nesta etapa, fiz a análise do início de suas pesquisas, alguns alunos ainda precisam compreender o processo, mas essa é minha função como professora orientadora. A revisão com orientações será feita na próxima aula.
A aluna Érika compreendeu bem o processo do trabalho.

O aluno Gustavo precisa de algumas orientações para compreender melhor o processo
  Esta semana, vamos iniciar pesquisando alguns sites disponibilizados e permitidos para pesquisa no EVAM. Os alunos que necessitam de atendimentos individualizados os terão, e partiremos para a pesquisa em si.




NOSSA REFLEXÃO SEMANAL:

Acreditamos que os projetos estão fluindo bem e os resultados da construção inicial já estão aparecendo. O principal é a motivação dos alunos, se isso está acontecendo é porque estamos no caminho certo e aprendizagem já está ocorrendo!
Os alunos estão muito interessados nos assuntos que foram escolhidos por eles, esta ânsia pela busca de respostas é fator positivo, pois certamente irão aprofundar seus conhecimentos. Uma frase de Zabala (2008, p.151) vem bem ao encontro do trabalho com PA'S "El niño no es lo que queremos que sea, sino lo que puede ser." Essa frase traduz um pouco da responsabilidade que temos enquanto professores em busca de uma autonomia educacional, por parte dos nossos alunos e em relação a nós também como profissionais, pelo fato que termos o desafio de deixar que nossos pupilos voem com suas asas. Nossa função é guiar esse voo e conduzi-lo da forma mais ativa e estimulante possível, dentro dos objetivos propostos.





REFERÊNCIAS:

FAGUNDES, Léa da Cruz et all. Projetos de Aprendizagem – uma experiência mediada por ambientes telemáticosRevista Barsileira de Informática na Educação. V. 14, n. 1. Jan. a Abr. 2006. Disponível em: file: Downloads/Projetos%20de%20aprendizagem__Lea%20Fagundes,%20Rosane%20Aragon%20e%20Credin%C3%A9%20Menezes%20(2).pdf. Acesso em 28 abr. 2017.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Pratica Educativa. 4 ed. Rio  de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

VIDIELLA, Antoni Zabala. Serie Didáctica/Diseño y desarrollo curricular Traducción: Susana Esquerdo. 15.' reimpresión: mayo 2008

quinta-feira, 20 de abril de 2017

SÍNTESE REFLEXIVA - META 01


Alunas: Iasmim Moraes, Jaqueline Pereira, Kênia Werner, Lêda Araujo Alves, Simone Pellenz





            Conforme solicitado na META 01 realizamos em nossas respectivas escolas o mapeamento das turmas e o levantamento das questões elaboradas pelos estudantes. As escolas onde estão sendo realizados os Projetos de Aprendizagem são da Rede Pública de Educação: Município de Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Porto Alegre (Estadual e Municipal). Portanto, elas apresentam desafios bem semelhantes: alunos de inclusão (problemas neurológicos), estudantes inquietos, contudo são curiosos e ávidos por novos conhecimentos.
            Nos relatos referentes ao mapeamento da turma (que podem ser lidos no blog projetosdeaprendizagempead.blogspot.com.br) nota-se que foram utilizadas igual maneira de explicar a forma da realização da pesquisa em cada escola. As perguntas bem como a pesquisa partiu da dúvida dos estudantes a cerca da sua realidade e das coisas do mundo, ou seja, como mediador o professor transferiu para eles a responsabilidade pela escolha do tema. Esta transferência torna-os protagonista na construção do seu próprio conhecimento.  Para DEMO (1996, p. 9), “quando o aluno não vai à escola para assistir a aula, mas para pesquisar, ele compreende que a sua tarefa crucial é ser parceiro de trabalho, não ouvinte domesticado”, portanto ele percebe-se como sujeito, construtor do seu conhecimento.
            Após a escolha das perguntas os grupos deverão pesquisar sobre as questões escolhidas para começar a organização das ideias por tema, leituras e  possíveis indagações. Isso representa bem o papel do professor como mediador do Projeto de Aprendizagem, ou seja, favorecendo a postura reflexiva e investigativa no aluno.  Desta maneira, ele colaborará para a construção da autonomia de pensamento e ação, ampliando a possibilidade de participação social e desenvolvimento mental, capacitando os alunos a exercerem o seu papel de cidadão do mundo.
            Segundo DEMO (1996, p. 21) a procura de material é um início instigador. Significa habituar o aluno a ter iniciativa, em termos de procurar livros, textos e informações. Contudo, para que isto ocorra se faz necessário uma escola minimamente equipada. Ao inciarmos os Projetos de Aprendizagens infelizmente esbarramos na precariedade das escolas públicas no quesito tecnologia e bibliotecas atualizadas, o que é um dos fatores fundamentais para o desenvolvimento da proposta como confirma Fernandes:

“Para implantação de uma Pedagogia [de Projetos] é fundamental que se disponha de ambientes apropriados. A estrutura conceitual e física da escola atual limita naturalmente nossas possibilidades de reformular concepções (...)” (Fernandes et all., 2006, p.30).

            Esses mesmos autores colocam que essas dificuldades podem ser superadas com a utilização de ambientes virtuais. Nesse ponto esbarramos nas estruturas dos Laboratórios de Informática das escolas. Geralmente (quando eles existem), são precários, com muitos computadores estragados. Também há pouca disponibilidade devido a procura por vários professores da escola (fator que não deixa de ser positivo, pois significa que os recursos tecnológicos estão sendo bastante usados).
Teremos que realizar os projetos com os recursos que temos, adaptando-os a nossa realidade. Felizmente, nossos estudantes (em sua maioria)  possuem acesso à internet em suas residências, em parentes, amigos ou através do telefone móvel, acreditamos que isso auxiliará na realização das pesquisas.

REFERÊNCIAS

DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 7. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.

FAGUNDES,  Léa da Cruz. Aprendizes do futuro: as inovações começaram! s/d. Disponível em: file:///C:/Users/K%C3%AAnia/Downloads/Aprendizagens%20do%20futuro%20(1).pdf. Acesso em 14 abr. 2017.

FAGUNDES, Léa da Cruz et all. Projetos de Aprendizagem – uma experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista Barsileira de Informática na Educação. V. 14, n. 1. Jan. a Abr. 2006. Disponível em: file:///C:/Users/K%C3%AAnia/Downloads/Projetos%20de%20aprendizagem__Lea%20Fagundes,%20Rosane%20Aragon%20e%20Credin%C3%A9%20Menezes%20(2).pdf


          

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mapeamento da Turma - Simone Pellenz

Atuo em uma escola municipal, que está situada em um bairro de baixa renda, do município de São Leopoldo. Minha turma de 5º ano tem 12 alunos, com idade entre 10 e 12 anos. A turma é composta por sete meninas e cinco meninos. Já no início do ano, havia pedido aos alunos que escrevessem em uma folha o que gostariam de aprender ao longo do ano, porém as respostas não foram como eu esperava. Inicialmente, os alunos relataram que queriam aprender a jogar vôlei, tocar flauta, lutar capoeira, entre outras coisas. Ao ler os textos indicados pela disciplina, pude perceber que é necessário uma preparação para que os alunos compreendam o que e como perguntar.

Pensando em como preparar meus alunos para pesquisa, encontrei um livro, de uma autora local chamado Por quê?, a partir da leitura deste livro para os alunos comecei a questioná-los: "- por que queremos aprender alguma coisa?" tendo em vista que o livro conta a história de uma personagem que está na idade dos porquês.


Na semana seguinte, trouxe para os alunos a música 8 Anos, da Adriana Calcanhotto, que traz o mesmo tema, os porquês. Tanto o livro, quanto a música foram muito bem aceitos pelos alunos.

Logo questionei os alunos sobre suas curiosidades, o que tinham vontade de descobrir o porquê acontece, ou aconteceu. E surgiram várias indagações. Pedi aos alunos que escrevessem pelo menos 5 perguntas sobre coisas que realmente quisessem aprender, que fosse de seu interesse e fossem gostar de pesquisar, então surgiram  os seguintes questionamentos:



 










Os alunos irão trabalhar de forma individual em seus projetos de aprendizagem. Para segunda-feira, a tarefa foi de escolher uma das perguntas que mais lhes chamou atenção e escrever tudo que sabem sobre ela, suas certezas e suas dúvidas. O próximo passo, será o de introduzir os alunos no ambiente virtual do google doc's, o qual será o espaço inicial para acompanhar o desenvolvimento do projeto dos alunos. A escola em que trabalho, está munida de uma sala de informática que comporta minha turma e há disponível um computador para cada aluno, com internet. Porém, os computadores são muito antigos, o que pode prejudicar o andamento do trabalho.

Logo, partiremos para a busca de informações sobre os assuntos dos alunos, para isso, faremos um quadro com o cronograma das ações do projeto, esquematizando e organizando suas ações e prevendo um final para compartilhar as descobertas dos alunos. Acredito que a partir dos estudos de interesse dos alunos, os mesmos vão aprofundar seus conhecimentos de forma sistemática e prazerosa, sem perder o foco no desenvolvimento cognitivo dos educandos.

Mapeamento Turma - Jaqueline




Ao iniciar a primeira reflexão com a META 1 fazendo o mapeamento e coleta dos resultados inicias da turma na qual será executado o Projeto de Aprendizagem, penso em quantos projetos já realizei com as turmas que já passaram pelas minhas mãos. Sempre realizando projetos que visavam os interesses pedagógicos da escola ou oriundos da Secretaria de Educação. Posso dizer que pela primeira vez estou fazendo um projeto diferenciado na qual o aluno é o foco e agente da sua aprendizagem.
Para iniciar apresento uma breve descrição dos meus alunos. É uma turma do 2º ano de uma turma da Rede Municipal de Esteio. São 21 alunos dos quais 10 apresentam problemas com leitura e escrita e 2 são diagnosticados com problemas.  Em sala conto com apoio de uma professora que muito contribui para a realização de um trabalho de qualidade e atendimento a estes alunos.
As idades deles variam de 7 a 8 anos. São alunos atenciosos e aprendem com certa facilidade se levarmos em conta a realidade em que vivem. Eles gostam de ouvir, ler e discutir sobre muito assuntos e por isso não tive dificuldade em fazer os argumentos para que pudessem apresentar questões para os temas/assuntos do projeto de aprendizagem.
Pela idade e nível de maturidade qualquer trabalho em grupo pode gerar os primeiros conflitos, mas são questões que fazem parte do processo. Afinal, saber pensar precisa poder realizar tanto a capacidade de trabalho de equipe, quanto de formulação dos próprios argumentos. Disso advém o papel do professor como mediador deste processo, pois em um projeto de aprendizagem o foco é o aluno e sua aprendizagem.
A partir da divisão em grupos e da leitura da história “A curiosidade premiada” de Fernanda Lopes de Almeida, começaram a surgir as primeiras perguntas e o interessante disso é que algumas sempre são voltadas para o uso das tecnologias, origem dos bens de consumo, perguntas sobre animais e ao mesmo tempo em que abordam de forma significativa a leitura. Apresento algumas perguntas que surgiram de forma espontânea que serviram para possibilitar as primeiras pesquisas por eles: Por que as pessoas escrevem errado no computador? Por que ler livros é importante? Livro é um presente?  Por que não tenho Face book?   Por que temos que fazer tema todos os dias?  Por que as meninas falam alto?  Como é feito o refrigerante? Por que o touro não gosta do vermelho? De onde vêm as roupas que usamos?
 Levei as perguntas para casa e lendo atentamente cada uma pude ver como precisam de alguém para conversar e entender assuntos do dia-a-dia.  Agora é pensar de que forma esses temas podem virar aprendizagem significativa e isso faz parte da pesquisa, pois se tornará uma aprendizagem que pode ser utilizada com relativa facilidade para gerar novos significados.
Como já foi narrado anteriormente, uma questão que poderá ser um obstáculo é a tecnologia, pois, como toda escola pública esbarramos com essa dificuldade e temos que apelar para um esforço colaborativo entre família e comunidade escolar.
Isso nos faz pensar sobre que não é só os materiais didáticos disponibilizados no ambiente escolar possibilitará a aprendizagem, mas que quando se fala em pesquisa é necessário buscar outros meios e a tecnologia é um deles e infelizmente ela está fortemente fora da escola.
Será um grande desafio neste sentido, mas acredito que possa apresentar bons resultados futuramente. Cabe a mim como mediadora estimular e fazer com que os alunos busquem alternativas para responder as questões que levantaram para o projeto. Afinal de contas como toda pesquisa é papel do aluno buscar suas fontes e com uma orientação sistemática das atividades dentro e fora da sala de aula eles terão os subsídios necessários para o sucesso do projeto.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Mapeamento da turma - Lêda

Iniciando a META 1 com o mapeamento da turma em que será executado o Projeto de aprendizagem.
É uma turma do 5º ano de uma turma da Rede Municipal de Sapucaia do Sul. São 30 alunos dos quais dois são diagnosticados com problemas neurológicos. Contamos com a presença de uma professora apoio que acompanha esses alunos.
As idades deles variam de 11 a 13 anos e apresentam dificuldades em leitura, mas gostam de ouvir, ler e discutir sobre temas/assuntos relacionados a Ciência e História.
Partindo da ideia em explorar assuntos diversos poderá ajudá-los a melhorar a leitura e assim compreender o mundo. Foram lançados alguns argumentos para instigar a curiosidade e assim surgiu as primeiras  perguntas aleatórias e de interesses para serem pesquisados.
Foi dividido em grupos para que surgissem temas de interesse  e disso surgiu 10 perguntas bem interessantes que representavam bem a idade e o nível de maturidade da turma.
Destaco algumas perguntas idealizadas e escritas pelos alunos para leitura e condução da atividade inicial: 1. Por que temos que morrer?  2. Por que os cabelos crescem? 3. Por que  os políticos ganham muito? Por que as pessoas brigam? Por que  as pessoas não são amigas? Por que as pessoas falam mal das outras ? Por que a escola não tem piscina? Por que as meninas gritam? Por que temos que ler muito? Por que os meninos brigam muito?
De posse das inquietantes perguntas pude ler e analisar o quanto eles precisam de respostas para questões simples e que refletem a realidade cotidiana de cada um. Essas inquietações na verdade nos aproxima dos alunos, pois percebemos que muitos querem apenas ser ouvidos e respondidos de forma imediata, mas quando avisamos que toda resposta demanda tempo e pesquisa gera mais inquietação e isso é muito bom para o andamento do projeto.
Foi explicado o motivo de fazer o trabalho em grupo e levantamento das questões para escolha das mais interessantes e assim promover a pesquisa. Isso denota a valorização que damos a cada aluno e a sua forma de pensar. Acredito que é a partir de seu conhecimento prévio, que o aprendiz vai se movimentar, interagir com o desconhecido ou com novas situações para se apropriar do conhecimento específico.
Os grupos deverão pesquisar sobre as questões escolhidas para começar a organização das ideias por tema,  leituras e  possíveis indagações.
Isso representa bem o papel do professor como mediador do Projeto de Aprendizagem, ou seja, favorecendo a postura reflexiva e investigativa no aluno. Desta maneira ele irá colaborar para a construção da autonomia de pensamento e de ação, ampliando a possibilidade de participação social e desenvolvimento mental, capacitando os alunos a exercerem o seu papel de cidadão do mundo.
 Uma questão que poderá ser um obstáculo é a  tecnologia, pois, "Para implantação de uma Pedagogia [de Projetos] é fundamental que se disponha de ambientes apropriados(...).". Apesar desta dificuldade no ambiente escolar, acredito que poderemos avançar um pouco por conta da disponibilidade dos celulares e internet na casa dos alunos.
Acredito que será um trabalho desafiador por  ser diferente da prática cotiana no ambiente escolar , mas será também bem interessante por apresentar uma nova proposta de aprendizagem. Afinal em um projeto de aprendizagem, de quem são as dúvidas que vão gerar o projeto?  Quem está interessado em buscar respostas? O aluno é o sujeito principal desse processo. 
Levá-lo a formular as questões que tenham significação para ele, como foi explanado anteriormente, o leva a entender a sua história de vida, seus interesses, valores e condições pessoais para entender a sua realidade e as coisas do mundo.
O projeto de aprendizagem  será avaliado de forma processual por se tratar de uma pedagogia construtivista cujo objetivo é promover o aprendizado  através de um enfoque baseado em indagações para engajar os alunos com questões  que tenham significados reais e relevantes  para suas vidas.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mapeamento da turma - Iasmim

     A atividade de realização de Projetos de Aprendizagem será realizada com uma turma de 8º ano, na disciplina de ciências, em uma Escola da Rede Estadual. A escola localiza-se na periferia de Porto Alegre, e como grande parte das escolas da rede estadual têm poucos recursos de materiais, não possui laboratório de informática e a biblioteca no momento encontra-se indisponível. A realização dos PAs será um grande desafio, pois contamos com pouquíssimos recurso de pesquisa na escola. Contudo, os alunos da turma escolhida tem acesso a internet.. Alguns estudantes possuem acesso à internet em rede móvel através dos smartphones.

Organização da turma

      A turma é composta de aproximadamente 27 alunos frequentes. Portanto solicitei que a turma se organiza-se em grupos de 4 estudantes de acordo com as afinidades, dando origem a 7 grupos. Conversei com a turma sobre como realizamos as nossas “Pesquisas Escolares”. Questionei quem é responsável pela escolha do tema da pesquisa, e como ela é de fato realizada. Os estudantes responderam que quem escolhe o tema da pesquisa é professor(a). A partir desta resposta, expliquei que desta vez quem escolheria o tema seriam os próprios alunos, e que esta escolha se daria a partir de uma curiosidade do grupo.

A escolha da pergunta/tema

     Solicitei que os grupos pensassem em duas curiosidades que eles possuem, e escrevessem uma pergunta para cada uma delas. Segue abaixo alguns exemplos das perguntas elaboradas pelos estudantes.






     Nota-se que os estudantes elaboraram perguntas relacionadas ao ser humano, acredito que isto ocorreu devido ao fato desde ano estarmos estudando o corpo humano. Depois da elaboração das duas perguntas, solicitei que os grupos escolhessem apenas uma. Eu orientei aos alunos a criarem duas perguntas, pois queria que eles tivessem a oportunidade de terem de conversarem e escolherem a questão que mais agrada o grupo. Acredito que se fosse solicitado apenas uma pergunta poderia acontecer de um aluno impor uma questão.


     Após a escolha das perguntas, solicitei para a próxima semana que os grupos pesquisassem um pouco sobre a pergunta escolhida. Expliquei que não deveriam trazer a pesquisa pronta, mas sim que eles deveriam ter algumas noções sobre o assunto para próxima atividade. Na próxima semana elaboraremos as certezas e dúvidas dos grupos, e portanto é necessário que eles tenham algum conhecimento sobre o tema/pergunta, para que a partir disto consigam elaborar as dúvidas e certezas. 

RELATÓRIO FINAL - PA'S

1.        SÍNTESE COLETIVA DAS VIVÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS AO REALIZAR UM PROJETO DE APRENDIZAGEM Os PA's ensinam os estudantes a ap...

Post das Nossas Reflexões